Cultura · Holambra (SP)
Expoflora espera 280 mil visitantes e R$ 200 milhões na cidade das flores
A 43ª edição da maior festa de flores da América Latina ocupa 250 mil m² em Holambra entre agosto e setembro, com 450 produtores e efeito econômico num raio de 180 km. A cidade de 15 mil habitantes multiplica-se por vinte num mês.

A 43ª Expoflora abriu em 28 de agosto em Holambra com a expectativa de receber cerca de 280 mil visitantes e movimentar R$ 200 milhões na economia de um raio de 180 quilômetros ao redor do parque, segundo a organização. O tema do ano, Tradição e Origens, homenageia a imigração holandesa que fundou a cidade, e a estrutura impressiona: 250 mil metros quadrados de área total, capacidade para 25 mil visitantes por dia e flores de mais de 450 produtores locais.
Os números pedem uma pausa para a proporção: Holambra tem cerca de 15 mil habitantes e recebe, num único sábado de pico, 20 mil visitantes. É a cidade inteira dobrando de tamanho num dia, com estacionamento para 5 mil veículos funcionando como termômetro.
A festa é a vitrine, mas o negócio é o ano inteiro: Holambra responde pela maior fatia da produção nacional de flores e plantas ornamentais, com cooperativa, leilão de flores aos moldes holandeses e logística que despacha haste cortada para o país inteiro em 24 horas. A Expoflora é o dia em que o consumidor visita a fábrica, e a fábrica, no caso, é um jardim de 450 fornecedores.
O registro de método: os R$ 200 milhões e os 280 mil visitantes são projeção da organização, e balanço fechado é outra matéria, que este jornal fará quando sair. O que não é projeção é a lição de quarenta e três edições: cidade pequena com produto forte e identidade bem contada não precisa de praia nem arranha-céu para lotar hotel. Precisa de flor, calendário e pontualidade holandesa.

