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O Motor · Ribeirão Preto (SP) · Indústria

Netafim duplica a fábrica de irrigação de Ribeirão Preto com R$ 100 milhões; café e citros pagam a conta

A fabricante de sistemas de irrigação cresceu 20% no Brasil em 2025, bateu no teto da capacidade local e aprovou a duplicação da unidade. Para a região que mais irriga café e citros no estado, a fábrica maior fica do lado de casa.

Sistemas de irrigação: fábrica da Netafim em Ribeirão Preto será duplicada (aguardando foto da redação)
Sistemas de irrigação: fábrica da Netafim em Ribeirão Preto será duplicada (aguardando foto da redação) · Imagem: O Interior

A conta que justifica os R$ 100 milhões está no balanço: a Netafim, fabricante de sistemas de irrigação, cresceu 20% no Brasil em 2025, puxada por café e citros, e a fábrica de Ribeirão Preto bateu no teto. “Com a produção local atingindo o limite da capacidade e muitas demandas sendo atendidas por importações, a duplicação da unidade foi aprovada como resposta a essa expansão de mercado”, disse o CEO Ricardo Almeida ao anunciar o investimento, em reportagem do ACidadeON.

Traduzindo a frase do executivo para o idioma da ponta do lápis: havia pedido sobrando e fábrica faltando, e parte do que o produtor brasileiro comprava vinha de fora por falta de capacidade local. Duplicar a planta de Ribeirão é trazer esse pedaço da conta de volta para o interior paulista.

O investimento contempla as áreas industrial, logística e administrativa, com geração de empregos prevista na obra e na operação ampliada, ainda sem número fechado. A régua deste jornal, como sempre: emprego prometido se anota a lápis e se confere na carteira assinada. O que já é tinta é o valor aprovado e a obra decidida.

Para quem produz na região, o detalhe que importa é o endereço da demanda. O crescimento da empresa veio de café e citros, exatamente as culturas que cercam Ribeirão Preto, da Alta Mogiana até a citricultura que desce para a região de Bebedouro e Monte Alto. Gotejamento em café e laranja deixou de ser tecnologia de vitrine para virar item de planilha, porque água mal distribuída, em ano de clima irregular, é safra que não fecha. A projeção da própria empresa para 2026, crescimento de 12% a 15%, diz que a planilha continua mandando.

No caderninho: R$ 100 milhões anunciados em fevereiro, fábrica duplicada, empregos sem número. Quando a unidade nova abrir as portas, este jornal volta lá para contar as carteiras. É o nosso ofício com promessa boa: torcer por ela e conferir depois.

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