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Queijo artesanal paulista vive a melhor safra da história: 47 queijarias premiadas no Mundial e formalização em alta de 490%
No Mundial do Queijo do Brasil 2026, o estado somou sete medalhas super ouro e quatorze ouros. Atrás das medalhas, uma política: 113 queijarias formalizadas e as novas Rotas do Queijo Paulista.
O queijo artesanal de São Paulo colecionou medalha em 2026 como nunca: 47 queijarias registradas no selo estadual SISP foram premiadas no Mundial do Queijo do Brasil, realizado na capital, somando um prêmio especial, sete medalhas super ouro, quatorze ouros, doze pratas e quatorze bronzes, segundo o balanço do setor divulgado pelo governo estadual e registrado por veículos especializados como o Ciência do Leite.
O dado estrutural por trás do pódio interessa mais que o pódio: a produção artesanal formalizada cresceu cerca de 300% no estado, o número de estabelecimentos registrados chegou a 113, alta que passa de 490% em poucos anos, e o queijo paulista ganhou até data comemorativa oficial e as Rotas do Queijo, que organizam o turismo rural em torno das queijarias. É o roteiro que o vinho de São Roque já provou que funciona.
O que mudou não foi o leite, foi o balcão público: inspeção modernizada e certificação acessível para o pequeno produtor. Durante décadas, o queijeiro artesanal paulista viveu na informalidade porque o selo sanitário era desenhado para laticínio industrial. Quando a régua coube no tanque pequeno, o produto saiu da clandestinidade direto para o pódio.
A régua honesta de sempre: medalha não é renda garantida, e 113 queijarias formais ainda é pouco para um estado do tamanho de São Paulo, vizinho de um Minas com milhares. Mas a curva importa mais que o nível: crescimento de três dígitos, política pública destravada e mercado premium em expansão. O queijo do interior paulista achou o caminho da prateleira cara. Agora é escalar sem perder o jeito de mato.

